December 21st, 2008

Impressionante.

Aos meus queridos, fiéis e fantásticos leitores, hoje eu não tenho nada mais do que uma confissão; nada avassalador, nada inesperado, mas algo que vem consumindo meu peito de uma maneira desesperadora - creio que seja assim quando as coisas ocorrem de maneiras completamente adversas àquelas que imaginamos nos mais imaculados pensamentos.

 

É claro, meu namoro não dava mais certo, quem não o sabia?
É claro, estávamos ambos infelizes, quem não o sabia?
É claro, nós não estávasamos realmente namorando, mas a mim soava como, mesmo lá no fundo sabendo que eu nunca poderia perdoá-lo - ou a mim.

 

No final das contas, as coisas mostraram-se completamente singulares, de uma maneira que eu nunca, nem mesmo em meus mais selvagens sonhos, poderia imaginar. Aquilo que eu achei que seria fruto de muito tempo, desesperança e dor tem se tornado cada vez mais fácil diante de certos detalhes que parece que eu sempre fiz questão de cavar bem, bem fundo, de modo que não me encontrassem novamente e não fizessem eu me sentir - pasmem - cada vez melhor. Nunca imaginei que fosse ocorrer algo assim que me deixasse mais leve.... claro, são coisas que na hora me inebriam de uma forma como que sólida, que praticamente me desolam, mas.... pensando bem, depois de tudo, ajuda.

 

Hoje, voltando pra casa, lembrei do que rolou com um ex que não vale a pena nem ao menos ser mencionado devido à sua total e completa irrelevância, tanto nesse desabafo quanto em minha vida - eu me sentia pretty much like crap até descobrir que eu era traída com a cidade inteira... surpreendentemente, pouco tempo depois, tudo passou. And so it is, ladies and gentlemen: o meu segredo não é um novo amor, o meu segredo para o esquecimento é a raiva e decepção.

Fantástico, não?

Claro, os motivos de hoje não são parecidos com os de outras épocas recém-mencionadas - aliás, alguns até são.... ou até mesmo piores. E eu tenho me dado conta de que durante esse tempo inteiro eu tive uma fonte praticamente inesgotável de motivos raivosos para me despertar desse estado de hibernação e sofrimento.

Creio que eu esteja escrevendo aqui hoje pois eu acabei de vivenciar um novo motivo.... é um completamente novo. Aliás, é antigo, mas com novas caras, caras essas que me chocaram profundamente. E por um lado completamente alheio, eu vou até mais longe: creio que essa raiva não seja exatamente do dito cujo, mas de mim, que me deixei levar dessa maneira a esse ponto.

Eu só sei que eu me sinto cada dia melhor.
Eu sei, é claro, que as coisas não serão fáceis daqui pra frente por algum tempo, mas EU ME SINTO CADA DIA MELHOR. E isso é uma aquisição/privilégio/trabalho meu, eu fiz por merecer. E eu meio que me amo por isso, por mais estranho que pareça.

 

Gente....

Cheers, hot!

 

P.S: Novos amores ajudam também.

 

Currently listening to: Big Spender
Posted by blindnoiser at 01:11 AM | Controverso?

December 5th, 2008

Us girls we are so magical
Soft skin, red lips, so kissable
Hard to resist so touchable
Too good to deny it
Ain't no big deal, it's innocent

 

Posted by blindnoiser at 10:34 AM | Controverso?

December 4th, 2008

Eu estou vestida com as roupas e as armas de Jorge.

O meu objetivo com essa volta de posts seria de permanecer até o final do ano escrevendo algumas não-resoluções, mas acontecimentos que chamaram a minha atenção e que são dignos de algum tipo de reflexão, seja ela resultado de alguma coceirinha da minha consciência ou apenas por devaneio meu. Talvez algumas conclusões, coisas mal-resolvidas e vontades - que podem vir do nada ou que já me atormentam há algum tempo.

Tentei começar isso colocando o novo resultado que eu consegui no site "What's your seduction style", que passou de "a big fat crying baby" para algo digno de admiração em apenas dois ou três anos, e eu fico imaginando de onde surgiu toda essa maturidade que me assomba até mesmo nos testes mais ridiculamente inúteis.

A impressão que eu tenho tido de tudo é de uma dicotomia inconsciente - talvez, agora, nem tanto - nos meus valores: como eu mesma disse hoje para a minha mais novíssima irmã de consideração, Renata "Eu tenho certeza absoluta do que eu sinto, mas meu grilo falante assombra o fundo da minha consciência dizendo que, por mais que eu faça coisas que não me orgulhe e saiba que eu não sou exatamente o tipo de pessoa que são ditas e honradas como boas, eu sei que eu não sou mulher de malandro." Afinal de contas, quando que sumiu aquela maravilha de pensamento do mundo dos contos de fadas, onde os maus simplesmente são maus, e os bons são de uma pureza imaculada, inocente e límpida? Quem foi o imbecil que decidiu que nem todo os maus são de todo maus e os bons apresentam enormes furúnculos em suas almas inquietas pelo seu silêncio ou desconhecimento?

Aonde encontra-se o ser humano eu, Helena Raíra Magaldi Ribeiro, antiga Hoogenband, antiga Bünckel, antiga Daemon, antiga Ferreira da Rosa? Nessa linha reta entre os mais conhecidos opostos - o Bem e o Mal? Encontro-me no meio? Ou mais inclinada ao lado nebuloso? Ou talvez, pelos simples questionamentos, isso me faça de alguma maneira pelo menos diferente e inclinada à parte luminosa?

 

Currently listening to: Salve Jorge
Currently feeling: rejected
Posted by blindnoiser at 10:28 PM | Controverso?

Posted by blindnoiser at 04:11 PM | Controverso?

Quem dera.......

Posted by blindnoiser at 04:08 PM | Controverso?

August 28th, 2008

Some people just SUCK.

Eu já escrevi aqui ( e depois acabei colocando uma pequena e ínfima parte no meu orkut, na parte de ... pessoal, sei lá ) sobre como certas pessoas conseguem e adoram fazer com que as pessoas que elas se relacionam sintam-se pretty much like crap.

Como eu gostaria de entender como os cérebros desses seres lânguidos de desejo funciona. Como todos os seus sentimentos e ações visam não o bem estar comum e uma relação verdadeira. Nesse ponto eu preciso fazer um pequeno parênteses para explicar o que eu considero uma relação verdadeira: relações verdadeiras não são somente aquelas que duram muito tempo ou que necessariamente levam a um casamento ou algo do gênero; na minha simples e humilde concepção são aquelas que apresentam-se de maneira benéfica a seus participantes, não importando a sua natureza ou duração. Respeito, carinho e dedicação não precisam estar ausentes em uma relação de fuck buddies, por exemplo... a partir do momento em que a compreensão total do que esses dois ( ou mais ) seres estão fazendo, as coisas fluem naturalmente e, dentro da relação, forma-se uma república: os indivíduos tomam todas as decisões relativas à isso juntamente, nunca esquecendo do papel do outro. E é exatamente isso que importa.

Voltando para o começo desse post: those guys/girls who necessarily want us to feel like shit. Admito humildemente que já fiz parte desse particular grupo de primatas primitivos - e não orgulho-me disso, alego. A grande coincidência disso tudo é que isso tudo ocorreu naquela que foi, até os dias presentes, os piores dias de minha curta vidinha terrena.  Eu simplesmente não improtava com nada nem com ninguém, muito menos comigo mesma; os únicos sentimentos que eu tinha relativos a mim mesma consistiam-se em auto-sabotagem e piedade. Enfim, era uma bosta. Para aqueles que conhecem-me há algum tempo, devem lembrar-se da época em que eu ficava bêbada, trêbada, 4x por semana.... ressacadas corriqueiras e etc. Rings a bell?

Enfim, o que eu estou tentando dizer é que essas pessoas, sabe-se lá pq, projetam em suas relações os seus sentimentos quanto a si mesmos. Não por não quererem relações, mas por tratarem as outras pessoas como lixo, em quaisquer relações que tenham - até mesmo aquela que resuma-se em um "bom dia" para o dono da padaria da esquina. Só que, gente, estamos aqui falando de seres humanos! E como regra geral, nós sempre tendemos a procurar em nós os defeitos que conseguimos ver naqueles que nos dispensam - mas que costumamos ignorar, por pura idiotice mesmo. Não por pura ignorância ou inocência, mas... não sei, francamente. Gostaria muito de saber. Por quê nós fazemos isso, pessoas? Por quê nós simplesmente não batemos o pé e mandamos aqueles que nos fazem/fizeram mal enfiarem toda aquela ignorância e babaquice dentro de seus respectivos e imundos rabos?

Como nós ainda não temos consciência disso, eu continuo ficando puta quando alguma amiga minha linda, inteligente, carismática e especial sofre quando um filho da puta qualquer a trata como uma puta qualquer. Essa pra mim é uma das piores partes: além de termos de aguentar esse tipo de merda conosco, ainda temos de ver as pessoas que amamos sofrerem por pessoas que nós conseguimos analisar perfeitamente - mas quando é conosco....

Campanha por um mundo melhor, gente! Mandem essas pessoas depreciativas e maníacas enfiarem tudo de bom e de ruim ( afinal de contas, nesses casos, o bom sempre vem acompanhado de uma dose dupla do ruim ) onde o sol não brilha.
Vamos todos gritar comigo: Put it where the sun does not shine, you mothafucka asshole!

Cheers, hot! ;*

 

H.

Posted by blindnoiser at 06:11 PM | Controverso?

August 3rd, 2008

ê hê.

Acho que todo mundo tem medo de se tornar uma pessoa arrependida ou frustrada.
O engraçado é que eu sempre tenho esse medo, mas ele sempre torna-se mais forte e palpitante quando eu vejo as fotos, as baladas, os esquemas e as pessoas do Largo São Francisco. Eu fico pensando que um dos meus únicos talentos que não estão exatamente latentes - refiro-me, precisamente, à minha habilidade para a escrita - estão sendo condicionalmente desperdiçados por uma faculdade fantástica.... porém, que não explora exatamente esses lados.
Será que eu deveria largar tudo para estudar para a São Francisco? Será que eu ainda quero tanto assim ser uma advogada - não apenas advogada, mas sim uma advogada formada pela São Fracisco, veja bem. Não tenho a menor pretensão ou vontade de fazer UnB, CEUB e o caralho a quatro... o que eu quero mesmo é a USP. Deus do céu... O que diabos que eu to dizendo?

Posted by blindnoiser at 11:47 AM | Controverso?

July 13th, 2008

vestibular

entao, eu me dei conta de que eu nao fiz festa quando eu passei na unesp e na federal:

 

PASSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

 

 

POOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 

Posted by blindnoiser at 04:42 PM | 2 Há controvérsias

Todas as pessoas tem impressões diferentes sobre as coisas que nos parecem normais, como seres viventes em sociedades.

 

"Homem é tudo igual, não vale nada"

Clichês à parte, quem nunca falou isso? Eu seique só na última semana eu devo ter falado pelo menos umas tres ou quatro vezes;

 

"Mulher é tudo igual, não vale nada"

Sim, o texto acima também vale para essa última afirmação. De onde nós tiramos todo esse ódio de nossos lindos e pequenos coraçõezinhos, meu Brasil?

 

A meu ver, o negócio é o seguinte:

 

A sociedade sempre pregou independência demais aos homens. Nos últimos anos, essa independência, que deveria se conter somente ao campo financeiro (afinal de contas, ninguém quer depender de outra pessoa para manter a sua vida), foi atribuída também a outras áreas da vida feminina. Ao inves de motivação para que conseguissem mais, as mulheres não mais podem depender emocionalmente de homens ou de amigos, pois isso significa fraqueza de espírito e falta de competência.
Não adianta dizer o contrário: toda essa busca cega por independência, quaisquer que sejam os campos de nossas vidas, tem nos endurecido perante as coisas que realmente importam na vida.

Para exemplificar isso, pego emprestado situações que vivi durante o meu mais longo relacionamento: nenhum dos dois podia se sentir por baixo. Sempre tinha algum no comando, e esse comando era alternado entre os dois ( normalmente quem estava tentando fazer com que o relacionamento desse realmente certo era quem estava por baixo ). Essa transferência de poder e falta de respeito nos levou a um desgaste emocional e físico que resultou em um final de namoro desastroso.

Agora uso-me de exemplos mais gerais: quantas vezes todos nós não passamos pela situação de gostar realmente de alguém e fazer tudo para ficar com essa determinada pessoa. De acordo com que o tempo passa, nos desiludimos e partimos para outra... dada essa nova condição, essa pessoa que anteriormente nos esnobava de repente se dá conta da importância da sua puxação de saco e começa a te procurar. A situação se reverte, você, que anteriormente já sentia-se ligado a essa pessoa, liga-se novamente e ela perde novamente o interesse; esse estupro emocional cíclio só tem fim quando um dos dois realmente enche o saco ( e normalmente tudo termina em briga ).

Nenhum de nós tem o direito de fazer com que alguém que acabou de desistir de nós volte atrás. Falo isso com a sabedoria da experiência, pois já sofri e já fiz sofrer muito baseada nessa eterna babaquice. Todos nós temos o direito de seguir adiante, com a cabeça para cima e sentindo-se melhor; afinal de contas, quem vive de passado é museu.

Para terminar a minha ilustração dessa pútrida atitude típica do ser humano, utilizo-me de uma conversa que aconteceu não tem nem duas semanas:

"- Eu achei que você não ia mais querer ficar comigo...

- Então, eu também. Só que você parou de responder as minhas mensagens e me atender, aí eu comecei a ficar meio cabreiro...

- Ou seja: você viu que tinha perdido aí começou a sentir falta?

- É."

 

Sim, senhoras e senhores. Por mais que eu gostaria muito de dizer que esse diálogo não passa de palavras randômicas com o conteúdo pré-determinado, mas isso tudo sendo ficção, isso não faz parte do mundo da ficção. Isso realmente aconteceu, e o contexto foi de uma amiga minha que ficava com um veterano nosso... e enfim. Eles tiveram uma briga e depois voltaram a ficar (mas nesse meio tempo ela começou a ignorá-lo, meio que sem querer). Ele ficou desesperado e pediu pra conversar. Eles voltaram a ficar e essa conversa ocorreu.

Enfim: todo esse texto deu-se ao fato de que até agora eu não consegui engolir essa baboseira toda. Eu não consigo entender como uma raça que tanto reclama da falta de afeto e carinho gostar tanto de fazer com que o próximo sofra... nada mais improta, desde que seus pés sejam constantemente beijados e adorados por pobres coitados que nos entregam seus corações de modo que possamos colocá-los no espeto.

Vale a pena dizer que eu também faço isso. Só que, assim como ocorre no A.A. e no N.A.: a aceitação da doença é o primeiro passo para a sua cura.

Falta isso a nós, seres humanos - como raça, não como ser individual: a capacidade de nos encaixar naquilo que tanto  criticamos e, a partir daí, mudar essa condição.

Cheers, hot. 

Posted by blindnoiser at 04:10 PM | Controverso?
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